Homem detido pela GNR alvo de denúncia caluniosa de violência doméstica
O homem detido pela GNR no passado dia 5, em Guimarães, acusado de violência doméstica foi alvo de uma "denúncia caluniosa".
Em comunicado, a GNR deu conta de uma detenção por crime de violência doméstica e posse de armas proibidas. Ainda segundo a GNR, "no âmbito de uma investigação por violência doméstica, os militares da Guarda realizaram diligências policiais que permitiram apurar que o suspeito exercia violência física e psicológica contra a vítima, sua companheira de 43 anos". No decorrer da investigação, foi dado cumprimento a um mandado de detenção e a uma busca domiciliária, que culminou na apreensão de um bastão extensível e um bastão em madeira (arma de agressão).
De acordo com o Advogado de defesa, perante as provas apresentadas a alegada vítima "confessou o processo que fabricou".
"Tínhamos provas que quem acabou relação foi o arguido e até bloqueou a ex-companheira em todas as redes sociais", afirmou Carlos Caneja Amorim.
Sublinhando a "humilhação" a que submeteram o seu cliente "em frente aos pais de 80 anos, com que vive", Carlos Caneja Amorim insurgiu-se contra a realização de "buscas domiciliárias realizadas quando apetece. Até porque a alegada vítima nunca falou em agressões com armas e importa referir que estamos a falar de um bastão pequeno, que é um regalo do turismo de Maiorca e um bastão extensível esquecido num armário há mais de dez anos, quando foi deixado cair por um cliente problemático que entrou num espaço noturno para agredir o meu cliente que trabalhava num bar".
Perante a "evidência das provas apresentadas", o detido "já nem foi presente ao Juiz", sendo restituído à liberdade o que é um caso histórico.