Roriz Mendes: "falta requalificar o Hotel da Penha que está em ruína há alguns anos"

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O juiz da Irmandade de Nossa Senhora do Carmo da Penha, Roriz Mendes, foi reconduzido na liderança dos destinos da centenária instituição para exercer o mandato 2025-2028.

Na sequência da Assembleia-Geral realizada no último sábado, em declarações prestadas ao Grupo Santiago, Roriz Mendes recordou a sua ligação de décadas à gestão da Irmandade, "que é um símbolo de Guimarães", imbuído pela vontade de concluir o projecto de requalificação de autoria do arquitecto Noé Diniz para o alto da montanha.

"A Penha bate-me muito forte no coração, como bate nos vimaranenses. Estou na Irmandade da Penha desde 1993, mas se juntar os anos em que estive ligado ao processo do teleférico é desde 1989. Em 1996, na qualidade de secretário da Irmandade juntamente com a restante direcção decidimos fazer um plano de requalificação da Penha a todos os níveis porque sentimos que com a chegada do teleférico, a Penha não estava nas melhores condições para acolher o fluxo turístico que o teleférico iria provocar. Nessa altura, encomendamos um plano de requalificação ao arquitecto Noé Diniz que foi aprovado por todas as autoridades, incluindo a Câmara Municipal e o IPPAR da época em 1997", recordou Roriz Mendes, ao explicar que o plano está incompleto.

"A evolução da Penha começou pela requalificação do parque arbóreo, pela construção de caminhos e muros de suporte, pela reconstrução do escadório, pela resolução de problemas de águas pluviais. É um processo longo e que se estende até aos dias de hoje", frisou.

Questionado sobre o que falta fazer para concretizar desse projecto iniciado no final do século XX, Roriz Mendes faz alusão à necessidade de requalificação da área de restauração e reabilitação do edifício do Hotel da Penha, num processo de licenciamento que espera venha a ter luz verde para avançar brevemente. "Falta requalificar a Adega do Ermitão, resolver as obras do D. José Restaurante que estão por resolver desde 1993 e falta requalificar o Hotel da Penha que está em ruína há alguns anos", sustentou, manifestando a esperança de ver aprovada a versão mais recente do projecto, na sequência de uma reunião alargada realizada no passado dia 6 de Março que contou com a presença do Presidente da Câmara Municipal de Guimarães e um representante dos Bens Culturais do Património Cultural, I. P..

"Chegamos ao final dessa reunião e estava tudo consensualizado, tudo resolvido. Afinal, parece que não está! Há detalhes de pormenor de última hora que me desagradam", disse, acrescentando: "tenho a perfeita convicção de que o sr. Presidente da Câmara está connosco, não tenho dúvidas! Ele lá saberá como resolver os problemas da parte do Município, da nossa parte estamos disponíveis, fomos eleitos por unanimidade, mais uma vez. Para nós é um gosto colocar a Penha como deve estar para os vimaranenses usufruem dela, assim como quem nos visita, contribuindo para a elevada qualidade do turismo em Guimarães".

Depois do projecto de requalificação do hotel ter sido indeferido em janeiro de 2024, prosseguiu Roriz Mendes, "sinto que o sr. o Presidente da Câmara se tem esforçado para que isto se resolva", reiterando a convicção de que o projecto de licenciamento do hotel terá luz verde do Município.

*Texto publicado na edição de 2 de abril de 2025, do jornal de O Comércio de Guimarães.

quinta, 03 abril 2025 13:16 em Sociedade

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