Clubes vimaranenses descontentes com novas normas de segurança da A.F. Braga

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São pelo menos quatro os clubes vimaranenses que já se mostraram descontentes com as normas adotadas pela Associação de Futebol de Braga para as últimas jornadas dos campeonatos seniores.
A associação liderada por Manuel Machado decidiu que os clubes que não tenham contrato com empresas de segurança (ARD’s), passam a estar obrigados “a requisitar policiamento através da plataforma PIRPED.” Argumenta ainda a Associação de Futebol de Braga que “se a força policial requisitada não garantir o policiamento”, torna-se obrigatória “a requisição de ARD’s.”

Numa missiva enviada à Associação de Futebol de Braga, o Desportivo de Ronfe “manifesta o seu desagrado.” O clube liderado por António Vaz nota que está “solidário para com a defesa dos direitos dos elementos que compõem as equipas de arbitragem, pois entendemos que o futebol não é, nem pode ser, sinónimo de violência.” No entanto, manifesta “o nosso profundo desacordo e repúdio face a esta alteração das “regras do jogo”, quando há regulamentos e regras de conduta que são dadas a conhecer aos clubes ainda antes da época se iniciar (…) não compreendemos esta decisão deliberada da AFB de, de um dia para o outro, e a 2 dias de começar mais uma jornada, achar prudente e sensato impor tais exigências, que só quem não faz a mínima ideia de qual o funcionamento de um clube, as poderia impor.” “Tal como devem imaginar, nem sempre as forças policiais têm a disponibilidade de assegurar todos os jogos seniores A e B. Ao exigirem a presença de ARD’s, tal implica um enorme e incomportável esforço financeiro para os clubes, quando estamos a falar da exigência de presença de pelo menos 2 elementos, cujo valor fica em, sensivelmente, 150€ por elemento (c/IVA).” Por fim, aponta: “Se os árbitros e respetivos núcleos se uniram, para defenderem e lutarem pelos seus direitos, também os clubes o devem fazer, pois todos somos necessários à viabilidade desta Associação e à viabilidade do futebol distrital.”

O Prazins/Corvite também “condena veementemente qualquer forma de violência no futebol”, até porque “a nossa postura é de total compromisso com a integridade física de todos os intervenientes, sejam jogadores, árbitros ou qualquer outro agente desportivo, pois acreditamos que o futebol deve ser sempre um espaço de convivência respeitosa e seguro para todos.” Mas, acrescenta: “Nos últimos anos, o FC Prazins Corvite tem cumprido todas as exigências de segurança estabelecidas, tendo requisitado policiamento para cerca de 95% dos seus jogos. Contudo, a imposição repentina de novas normas, sem consulta prévia e com impacto direto nas finanças e na organização dos clubes, demonstra uma falta de sensibilidade para as realidades enfrentadas pelas equipas, que têm cumprido com rigor todas as disposições em vigor. A alteração das regras a tão poucas jornadas do final da época cria não só instabilidade, mas também um impacto financeiro significativo para os clubes. A imposição de novos custos relacionados com a presença de ARD’s e policiamento adicional não só dificulta a organização dos jogos, como também coloca uma pressão desproporcional sobre os clubes, muitos dos quais já enfrentam desafios financeiros para manter a sua participação nas competições.” “Entendemos que a questão da segurança não pode ser vista de forma isolada. Ela deve ser abordada em conjunto com a melhoria da qualidade da arbitragem e com o estabelecimento de um ambiente mais justo para todos os envolvidos no jogo. O Conselho de Disciplina deve ser mais atento às situações que envolvem os clubes, garantindo que estes tenham uma plataforma de defesa justa e equitativa. Neste sentido, apelamos a uma reflexão mais profunda por parte da Associação de Futebol de Braga e dos restantes intervenientes, para que possamos encontrar uma solução equilibrada, que leve em consideração tanto a segurança dos envolvidos como a viabilidade financeira e organizacional dos clubes. Sugerimos que se explore a criação de uma plataforma de diálogo permanente entre a AF Braga, os clubes e os árbitros, com o objetivo de resolver de forma concertada as questões que afetam todos os intervenientes no futebol distrital. Acreditamos que apenas com uma gestão colaborativa e transparente conseguiremos assegurar a continuidade do desporto, com respeito mútuo e condições de igualdade para todos”, acrescenta aquele clube.

Para o Atlético Clube de Gonça “é imperativo que os clubes se juntem”, porque “não faz qualquer sentido mudar as regras a meio do jogo.” “A dois dias da realização de uma jornada não pode esta associação passar por cima de todos os clubes e tomar decisões de forma autónoma, para agradar a uma classe pondo em causa o trabalho realizado pela esmagadora maioria dos clubes. Os clubes sempre cumpriram todas as regras impostas, formaram os gestores de segurança e realizaram os jogos até esta data. Se pretendiam alterar as regras, o mínimo seria o fazer na próxima época desportiva, nunca a quatro semanas do final dos campeonatos. Os campeonatos não se podem realizar sem as equipas de arbitragem, mas também não se podem realizar sem os clubes, pelo que deveriam ter mais respeito pelos mesmos. (…) Pelo exposto, vimos pedir alguma compreensão e deixar os campeonatos terminarem. Na próxima época e com tempo tomar as decisões de forma concertada que forem as melhores para o nosso futebol. “

O Clube Académico de Castelões também se manifestou sobre esta polémica. “Reiteramos a nossa posição intransigente contra qualquer forma de violência no futebol e consideramos essencial que os jogos decorram sem incidentes. Contudo, não podemos deixar de expressar a nossa profunda preocupação e discordância relativamente às recentes decisões tomadas pela Associação de Futebol de Braga sem consulta prévia aos clubes filiados. As regras de segurança foram definidas no início da época desportiva e, tanto quanto é do nosso conhecimento, têm sido cumpridas por todos os clubes. Foram nomeados gestores de segurança e definidos PCS para garantir o normal decorrer das partidas e a proteção de todos os intervenientes. Alterar estas regras quase no final da época, em resposta a um incidente isolado, parece-nos uma decisão precipitada e desproporcional, sendo a responsabilidade do sucedido exclusiva dos seus intervenientes. Estamos cientes de que a realização dos jogos depende da presença das equipas de arbitragem, mas não podemos ignorar que sem os clubes também não há competição. Nas últimas horas, contactámos diversas empresas de segurança, cujos valores praticados – na ordem dos 120€ por elemento, acrescidos de IVA – colocam em risco a estabilidade financeira dos clubes. Estes custos tornam-se incomportáveis para a maioria das equipas, ameaçando a sua participação nas competições. Deste modo, apelamos ao bom senso na gestão desta situação e defendemos que as regras em vigor sejam mantidas até ao final da presente época desportiva. Qualquer alteração regulamentar deve ser devidamente analisada e discutida, com o envolvimento de todos os clubes, e implementada apenas na próxima época, garantindo que as novas medidas sejam equilibradas, sustentáveis e protetoras de todos os agentes desportivos.”


sexta, 04 abril 2025 09:01 em Desporto

Marcações: Associação de Futebol de Braga

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